quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Frio na barriga


Natal, 27 de Agosto de 2007
No corredor A do setor II, UFRN...

- Lita: "Foi estranho... A gente se encontrou, mas nem rolou aquela 'dor' no fígado, saca?"

- Cella: "Hmmmm... 'Borboletas no estômago', você quer dizer?"

- Lita: "É... Mas essa reação que a gente sente, vem do fígado e não do estômago. Parece que o fígado tá ligado aos desejos..."

- Di: "Ah é? Achei que fosse o inconsciente..."

(e a gente "se riu")


----------------------------------------------------------------------------------


Parece que as borboletas morreram, por causa do "frio"...
Mas, decerto, deixaram vestígios de vida que esperam o próximo "verão" e uma nova metamorfose.
Sei que muitas primaveras felizes hão de vir. Com intensidade suficiente para me arrebatar do chão, enquanto flores nascerão sob meus pés! Ou com uma força tamanha que me jogue contra a realidade, e me faça sentir, de novo, a dor de não ter. Ou ambos, nessa ordem. Das larvas às borbotelas. Depois as flores, e o frio. E que eu sofra. Mas só até estar pronta pra mais uma estação.



"Eu sei que flores existiram, mas que não resistiram à vendavais constantes."
(Fera ferida)

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Resignificantando


Aquela música bonita não me dizia nada de mais. Letra um tanto desconexa, sem sentido, e um belo encontro de duas vozes desencontradas...
Eis que um dia, a mesma música parece ter sido feita para traduzir o que eu sinto e nem tinha me dado conta. Talvez residisse aí a fonte de minha estranheza de outrora. Adquiriu sentido pra mim e tornou-se mais um elemento terapêutico. Não sai da minha playlist, até a próxima revelação de mim mesma. Ou até deixar de me revelar, na minha constante inconstância.
Eu penso que a Filosofia e a arte têm um efeito terapeutizante sobre quem pensa também através dos sentidos... Sentir e incorporar o que vem de fora e que te 'pertence'... Uma questão de saber escolher o que receber da vida.

Let's sing?! (Fique à vontade pra dançar também)

Boa Sorte / Good Luck
Vanessa Da Mata

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That’s it
There's no way
It's over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change

Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world

All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There's no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais

Now we're falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night
Um bom encontro é de dois
Now we're falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Uma batata por um biscoito


Por vezes pensamos ter algo tão certo a ponto de julgar irrelevante um simples olhar, um mínimo de atenção ou cuidado, ou sequer julgar qualquer coisa.
Assim, é comum o susto ao percebermos o que estava à nossa frente desde quando ainda não queríamos ver. Ou a surpresa de quando notamos que algo já se foi e nem nos demos conta.
É comum nos apavorarmos e enfurecermos com o previsível incidente imprevisto.
Mas se nos damos conta, depois, de que “foi melhor assim”, julgamos-nos precipitados e, por vezes, nos arrependemos pelas reações impensadas, pelos “impulsos nervosos”.
E se, ao sermos surpreendidos pelo “acaso” já pudéssemos vislumbrar o futuro, ou pelo menos saber que, amanhã, terão valido à pena as dores, as cores, os sustos, os gostos, os amores, os desejos e os feitos... Talvez vivêssemos mais felizes e tranqüilos com o presente...
Mas, quem sabe não seja melhor mesmo o prazer do desejo realizado aqui e agora? Comer a batata e o biscoito sem trocar ou dividir com alguém, ou sem pensar que podem faltar ambos amanhã. Dançar nos pés do acaso e seguir sem pensar no porvir... É uma questão de escolha, e a vida é repleta delas, sempre...
Escolhas essas que, conscientes ou não, desejadas ou temidas, fáceis ou difíceis, feitas por nós ou por outrem, indicarão por onde devemos seguir o passo, e pisar com segurança dessa vez, até o próximo desvio...
Pois o caminho só existe mesmo sob nossos pés, e não adiante.
Quanto ao destino... Esse seria o ponto de chegada, como em uma viagem. E eu não creio que ele exista. Ele: o FIM.